Rotineiramente pego-me pensando sobre o "machismo nosso de cada dia" e, apesar de estar muito por dentro do real conceito da palavra e atitude feminista, vejo-me em situações comportamentais minhas não-aceitáveis para quem denomina-se feminista.
Eu sei que não sou a mulher-maravilha e que tô longe de conseguir salvar o mundo com meu pensamento "inovador" (o que é uma vergonha ser tão inovador assim em pleno século XXI) e cabeça-pra-frente, mas até onde a cultura machista implica para que eu me cale diante a ofensas e atitudes que eu discordo completamente? Uma vez que me calo, entro em consenso com tal e portanto estou sendo machista também?



Carioca, canceriana e vascaína. Em seus 22 anos de vida pouca coisa mudou. Quando nada parece dar certo, recorre à dança ou seus fones de ouvido buscando relaxar e talvez isso a tenha levado até a Educação Física onde, neste semestre, apresentará a monografia. Talvez esteja causando-lhe ansiedade múltipla, talvez seja o medo de não ter pra onde correr, porque sim, cara amiga, você está crescendo e, obrigatoriamente, amadurecendo. Suas crises repentinas de baixa auto estima a presentearam com o desejo incansável de fotografar e assim ela o faz tentando reproduzir tudo o que seus olhos enxergam por aí. Escrever em meio disso tudo é um hobby que ela não pensa em abandonar, jamais.