26 setembro 2010

Querer.

Nem sempre é poder, sabemos bem disso, não é?
Como na maioria das vezes que ocasionam minha vinda até aqui, eu estou triste e preciso desabafar (óh, não diga! - sim, digo!) Mas eu sei que vai passar, tudo passa, não importa quanto tempo leve, há de passar... Mas e até passar, como fica? 
Eu quero tanto, tanta coisa, mas sou tão incapaz de conseguir que é mais fácil desistir, tenho consciência disso, mas não me satisfaço com pouco. Acho que estou mais triste em saber que mesmo com tudo, o tudo acabou em vão, mais uma vez não aprendi a fazer o "dever de casa" corretamente e principalmente em saber que vindo de mim a palavra final, não terá quem vir atrás, já que isto parte de mim sempre, o que acabará atiçando minha vontade de voltar atrás, mas eu não posso, NÃO posso! E apesar de eu ter plena consciência, também, do quanto erro, ainda não faz de meus erros, bobos. Contudo, se por um caminho não estava dando certo, o jeito é inverter e eu, com toda a minha covardia, inverti e fiz, novamente, o que não queria, como de praxe, mas achando que fazia o certo... Ainda acho... Bom, tem que ser o certo!
Não consigo fazer um trilhão de coisas, muito menos dizer o que realmente quero ou espero que façam por mim ou comigo, mas eu preciso me sentir um pouco melhor, ter um pingo ao menos de auto-estima novamente, queria tanto que fizessem por mim o que faço pelos outros, num modo geral... Amigas, ficante/namorado (eu SEILÁ!). Queria ter a mesma certeza que eles têm de que eu vou depois dar o braço a torcer e ir atrás tentar resolver tudo; queria a certeza do quão importante eu sou pra eles, que pelo menos houvesse uma frase clara sobre isso; queria que partissem deles algum veredito final, que eles decidissem algo por si só, não deixassem isso nas minhas mãos, não esperassem de mim, que não fizessem pouco caso... Nossa, eu quero sempre tanta coisa, quanto egoísmo meu! Talvez eu não precise tudo que quero, mas vai saber... Eu quero sumir que merda! O que eu sempre implorei para não ficar, estou agora! So-zi-nha e eu ODEIO a solidão. 
Antes de terminar, queria me desculpar com todos os envolvidos. Se estou assim, péssima, é porque gosto muito de vocês, de dois em especial e mesmo querendo muito ir atrás, voltar em tudo o que disse, eu não posso mais fazer isso. Ao menos um terço de vergonha na cara eu tenho de ter, não por puro egoísmo, mas sim por saber que não partiu apenas de mim todos os erros cometidos e principalmente, por toda vez eu ir atrás... Sempre! Então me perdoem, mas agora eu vou me segurar para ficar na minha, para mais tarde não cair sobre mim, outra vez, toda a culpa. :'( Beijos.

23 setembro 2010

22/05





Minha vida começou no exato instante em que parei de viver por conta própria... Não, eu não morri, meus batimentos cardíacos não foram interrompidos, nem minha respiração parou por um segundo sequer. Ao contrário, tudo acelerou, minha mãos começaram a suar e minhas pernas a bambolear. De uma coisa eu tenho plena certeza; eu não morri. Eu me apaixonei!


Lorena Mirandela ;*

19 setembro 2010

Deixa eu dizer o que penso dessa vida.

Queria postar coisas legais, felizes. Queria saber escrever, novamente, sobre a felicidade de um jeito que contagiasse quem lesse. Eu já soube ser assim. Extrair alegria de pequenos frutos, não tão maduros, mas ainda utilizáveis. 
Parece que com o passar do tempo e seus acontecimentos, o ambiente passou a deixar de me contagiar. Antes, se eu chegasse um lugar animadasso, por exemplo, duvido que eu não saísse de lá felizona. Hoje, nem indo à Parada Gay, consegui realmente me reanimar. Na verdade, até a risada do meu pai está me dando nos nervos, quero esmagá-lo.
A manipulação nunca foi algo que me agradou. Talvez por isso eu sempre tenha sonhado com a independência. Ainda sonho, obviamente. Estou longe de tê-la. Obedecer à "ordens" nunca foi meu forte. Não há militarismo dentro da nossa própria casa (apesar dos pesares), ou há?! Que dirá seguir aquilo que quem, colocamos em nossa vida por opção, ordena. Em um relacionamento há milhões de ingredientes para a massa tornar-se firme e gostosa, mas achá-los e principalmente uni-los, ainda é o mais difícil dos passos.
Pode-se dizer que o ciúme seja o causador da manipulação, ou até mesmo a precaução. Mas pra mim, não há explicações. Talvez, se isso esteja passando a me irritar, eu deva me precaver em dobro sobre qual caminho estou seguindo. Talvez não seja a hora ainda de arriscar nada, nem de tentar sozinha. É foda olhar pro lado e se ver sozinha e ter que abrir mão de sua única companhia. Mas estou sem medos em relação a isso (por enquanto), não sei até quando, mas agora estou. Sempre reclamei de quem faz prevalecer a parte ruim da história, tendo tanto ponto positivo, porém convenhamos... Pra quê pressionar a tecla que não tá funcionando tão bem? Por que não trocá-la ou tentar consertá-la? 
Meus pensamentos andam em diversos sentindos. Tenho me sentido sozinha ao extremo, que até um convite de "vamos dar uma volta na praça, só por dar mesmo?" têm me feito uma puta falta. E daí que talvez eu não vá dar a tal volta? Eu só queria que me chamassem, afinal são minhas amigas, deveriam ser pelo menos... Queria tanto ser diferente... Queria literalmente ligar o foda-se da melhor maneira possível e depois dar muita gargalhada da merda toda.
Ah, mas eu tô cansada. Vou trilhar metas que estão ao meu alcance e, o principal, alcançá-las sozinha. Apesar de precisar, eu tenho que saber agir assim, com os imprevistos e parar de dar valor à primeira pessoa que eu sentir afeição. Estou longe de ser a Madre Teresa de Calcutá e não faço questão nenhuma de segui-la, sendo eu mesma já está fugindo de meu alcance.
A vida não é exatamente uma merda por si só, somos grandes culpados de transformá-la nisso. Cabe a nós decidir a hora de fazê-la virar apenas uma bosta ou um barro, que ainda pode ser reutilizada, como adubo ou artesanatos, AUSHUAHSUHAUS. Ai ai, preciso tanto desabafar ♪

07 setembro 2010

Mar num é?


Como coisas tão dispensáveis e antigas, conseguem bagunçar todo o nosso presente? Obviamente que se tais coisas atrapalham o agora, é porque nós deixamos que a coisa chegue nesse ponto. Mas como prevenir? Será que tem como?
Parece que nada mais dará certo, que aquela "vírgula" SEMPRE vai te cutucar como um espinho preso na sola do pé e quanto mais você anda, mais aquilo entra e te machuca, mas fica difícil de você conseguir tirar e pode ser que aquilo nunca saia de lá, nunca deixe de te encomodar. Essa merda no seu pé pode ser chamada também de "ex", namorado ou namorada, tanto faz. O fato é que se você não resolver esta bosta a tempo, nenhum relacionamento a seguir terá um rumo próspero e sadio sem que esse espinho te azucrine uma, duas ou até bilhões de vezes.
Contudo, também creio que novamente eu não ando fazendo nada certo. Sei lá. Estou me esgoelando e nada, a retribuição não vem à tona, não vem como eu espero ou imaginei que viesse. Tem horas que dá uma baita vontade de jogar tudo pro alto, mas o medo, a insegurança e até mesmo a rotina que foi criada acaba impedindo tal infantilidade. 
Sou adepta a novidades. Adoro mudanças. Odeio monotonia. Arrrrrgh! Quem não gosta de ser reconhecido pelo que tem feito de bom? ADOGO! Mas eu era mais reconhecida quando menos fazia, onde está então o problema? Tem muita coisa me irritando, mas não irei salvar o mundo se eu quiser consertá-las, há coisas mais importantes a serem feitas, deixarei meu egoísmo de lado (mais uma vez!). Por um momento, volto a criar coragem de seguir em frente e seja o que Deus quiser, mas perdoe-me dizer, não está bom ainda o suficiente e tenho tido umas certezas incertas do que estou fazendo e me metendo, talvez não seja das melhores escolhas, mas tem me feito um bem imenso, não tem como não assumir. Gosto de encurtar as coisas, os problemas e a vida, principalmente. Se sabemos que não terá um final certo, porque levar a frente? Se temos a convicção de que é o outro que ainda nos agrada, pra que permanecer nisso? - Quer saber? De nada eu sei e isso é até bom, mas que me confundo um bocado, ahhh me confundo.