Queria postar coisas legais, felizes. Queria saber escrever, novamente, sobre a felicidade de um jeito que contagiasse quem lesse. Eu já soube ser assim. Extrair alegria de pequenos frutos, não tão maduros, mas ainda utilizáveis.
Parece que com o passar do tempo e seus acontecimentos, o ambiente passou a deixar de me contagiar. Antes, se eu chegasse um lugar animadasso, por exemplo, duvido que eu não saísse de lá felizona. Hoje, nem indo à Parada Gay, consegui realmente me reanimar. Na verdade, até a risada do meu pai está me dando nos nervos, quero esmagá-lo.
A manipulação nunca foi algo que me agradou. Talvez por isso eu sempre tenha sonhado com a independência. Ainda sonho, obviamente. Estou longe de tê-la. Obedecer à "ordens" nunca foi meu forte. Não há militarismo dentro da nossa própria casa (apesar dos pesares), ou há?! Que dirá seguir aquilo que quem, colocamos em nossa vida por opção, ordena. Em um relacionamento há milhões de ingredientes para a massa tornar-se firme e gostosa, mas achá-los e principalmente uni-los, ainda é o mais difícil dos passos.
Pode-se dizer que o ciúme seja o causador da manipulação, ou até mesmo a precaução. Mas pra mim, não há explicações. Talvez, se isso esteja passando a me irritar, eu deva me precaver em dobro sobre qual caminho estou seguindo. Talvez não seja a hora ainda de arriscar nada, nem de tentar sozinha. É foda olhar pro lado e se ver sozinha e ter que abrir mão de sua única companhia. Mas estou sem medos em relação a isso (por enquanto), não sei até quando, mas agora estou. Sempre reclamei de quem faz prevalecer a parte ruim da história, tendo tanto ponto positivo, porém convenhamos... Pra quê pressionar a tecla que não tá funcionando tão bem? Por que não trocá-la ou tentar consertá-la?
Meus pensamentos andam em diversos sentindos. Tenho me sentido sozinha ao extremo, que até um convite de "vamos dar uma volta na praça, só por dar mesmo?" têm me feito uma puta falta. E daí que talvez eu não vá dar a tal volta? Eu só queria que me chamassem, afinal são minhas amigas, deveriam ser pelo menos... Queria tanto ser diferente... Queria literalmente ligar o foda-se da melhor maneira possível e depois dar muita gargalhada da merda toda.
Ah, mas eu tô cansada. Vou trilhar metas que estão ao meu alcance e, o principal, alcançá-las sozinha. Apesar de precisar, eu tenho que saber agir assim, com os imprevistos e parar de dar valor à primeira pessoa que eu sentir afeição. Estou longe de ser a Madre Teresa de Calcutá e não faço questão nenhuma de segui-la, sendo eu mesma já está fugindo de meu alcance.
A vida não é exatamente uma merda por si só, somos grandes culpados de transformá-la nisso. Cabe a nós decidir a hora de fazê-la virar apenas uma bosta ou um barro, que ainda pode ser reutilizada, como adubo ou artesanatos, AUSHUAHSUHAUS. Ai ai, preciso tanto desabafar ♪

Carioca, canceriana e vascaína. Em seus 22 anos de vida pouca coisa mudou. Quando nada parece dar certo, recorre à dança ou seus fones de ouvido buscando relaxar e talvez isso a tenha levado até a Educação Física onde, neste semestre, apresentará a monografia. Talvez esteja causando-lhe ansiedade múltipla, talvez seja o medo de não ter pra onde correr, porque sim, cara amiga, você está crescendo e, obrigatoriamente, amadurecendo. Suas crises repentinas de baixa auto estima a presentearam com o desejo incansável de fotografar e assim ela o faz tentando reproduzir tudo o que seus olhos enxergam por aí. Escrever em meio disso tudo é um hobby que ela não pensa em abandonar, jamais.
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