10 maio 2014

Educação Física Escolar

E aí pessoas, como vão?

Hoje resolvi tratar de assunto bem importante e que tira o sono de muito Educador Físico por aí: A aplicação da Educação Física na Educação Infantil e primeiro segmento do Ensino Fundamental. Tá, até aí é problema pro professor que dedicou-se por três anos na licenciatura e correu o risco de perder para educadores de outras áreas completamente distintas. Mas e quando isso afeta diretamente ao seu filho? Isso mesmo! Quando os resultados são mais significativos às crianças que não usufruem deste estudo e, principalmente, deste aprendizado peça chave para o desenvolvimento motor e (claro) psicomotor da criança na sua fase inicial escolar?


Pensei trazer o assunto às mamães e papais que colocaram seus pequenos recentemente na escolinha ou que ainda estão para dar este grande passo para que eles nos dê a mão e favoreça o futuro educacional motor de seus pequenos, visando total e completamente a formação motora, psicomotora e social do educando. Não quero tratar de termos técnicos e nem focar em idades. Quero apresentar meu relato de graduanda em licenciatura na Educação Física, futura (e de certo modo atual) Educadora, atuante no Programa Mais Educação e apaixonada pela área que escolheu.

Trago logo de imediato, na imagem abaixo, uma de minhas turmas do Colégio Estadual Elízio Henrique Paiva, no bairro da Flexeira, aqui em São Pedro da Aldeia - RJ. Estes alunos têm entre seis e oito anos. O local é constituído de uma porcentagem significativa de área rural e de alunos carentes. Alguns com deficiência intelectual, outros com dificuldades sócio-afetivas, mas todos, ao seu modo, muito carinhosos! Na imagem eles estão nos minutos finais da aula, montando uma atividade paralela ao proposto, onde (por livre e espontânea vontade) criaram regras e um objetivo. Meio confuso para mim que admirava de fora, mas como deixei livre, fui impedida de interrompê-los e eu achei o máximo!!

Antes de continuar, passei uns cinco minutos admirando-os nesta imagem... Vai dizer que não são lindos?? *-* Enfim, continuando...

A Educação Física propõe a estas crianças atividades lúdicas com o intuito de estimular habilidades motoras importantíssima para toda a vida de um indivíduo, como equilíbrio, coordenação motora e ritmo. Além disto, é trabalhado conceitos sócio-afetivos, estimulando-os o trabalho em equipe, o conceito de certo e errado e a relação entre gêneros, tal como sua importância na vivência em sociedade. De maneira alguma estou dizendo que outras disciplinas não trabalhem isto, nunca!! A diferença está que, neste primeiro momento, o aprendizado vem direta e unicamente de forma prática, facilitando ao educando maior fixação do aprendizado. Todos sabemos que criança mira-se em exemplos práticos. De nada adianta você dizer um bilhão de vezes que falar palavrão é errado e contemplá-la com palavras feias, mesmo que indiretamente. Nada adianta dizer que bater no coleguinha é errado e puni-la com a palmatória.
No entanto, vale ressaltar que não sou tão boazinha, principalmente por ter uma imagem que não me favorece: Baixinha e com cara de criança. Mas o foco é o primeiro segmento e isto pouco influencia quando peço atenção e respeito (o que peço bem pouco, porque consegui conquistar isto deles).

Além do que a prática de atividades como correr, pular, saltar e agachar tornam o sedentarismo algo alheio à realidade deles. No caso desta turma, a área rural pede este tipo de brincadeiras inclusive no momento de lazer destas crianças, mas e na área urbana onde somos tomados por vídeo-games de última geração, celulares, computadores e todo o tipo possível de tecnologia que deixe a bola, o bambolê e a corda de lado? Precisamos estimular nossas crianças a brincarem, a serem crianças!! Não seremos péssimos pais se não dermos aquele smartphone de última geração no próximo dia das crianças a nossos filhos de nove anos. Estaríamos sendo se não brincássemos ao menos uma vez na semana com eles de pique, futebol ou morto-vivo (que por sinal é um ótimo exercício para quadríceps!! kkk). 

Atualmente o sedentarismo inicia-se na infância e perpetua por toda a vida do indivíduo, resultando em doenças gravíssimas e até disfunções alimentares vistos, principalmente, na adolescência, como bulimia, obesidade e anorexia. E aí nos deparamos com uma busca incessável por corpos enquadrados em esteriótipos moldados pela mídia e jovens que não desenvolveram da maneira correta habilidades motoras na infância, onde o seu treino na academia fica debilitado (sim!), somando-se à falta de informação e a mania feia de achar que a internet é a melhor escola e que o treino do colega é o melhor treino para si próprio. Viram como já fui lá na frente?

E por que a aula deve ser ministrada por um profissional formado na área? Essa pergunta é tão simples que chega a ser irônico respondê-la. Já viram um enfermeiro operando um paciente? Um psicólogo prescrevendo medicamento? Uma professora de matemática elaborando atividades rítmicas? (esta última pode até acontecer, caso a professora tenha um curso à parte, relacionado à dança ou afins) Fomos preparados por seis semestres com metologias voltadas aos esportes, anatomia, fisiologia, cinesiologia, dentre outras disciplinas que, felizmente, só um graduado em Educação Física podem ter em um único curso. Nossa profissão, como de todo educador, pode não ter reconhecimento algum, mas temos uma recompensa brilhante ao ver tudo que aprendemos sendo passado e aproveitado por uma criança. Eu sinto que faço a diferença. Faça você também!

Beijoquitas!

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