07 fevereiro 2013

Pelamor, mais amor!

Me pergunto se existe algum hormônio ou algo do gênero que seja estimulado em nosso corpo quando deixamos-nos levar pela vida do outro, tornando-a mais empolgante que nossa própria vivência.

É tanto fã ignorando posers, tanto cult esnobando "pseudo-cult", muito homofóbico para pouco gay que se importe. 


Creio que acima de 70% da nossa vida estão perdidos em meio a coisas banais, que poderiam muito bem serem descartadas.
É muito mais fácil a gente se arrepender de não fazer a ter feito algo surpreendentemente agradável ao nosso coração, que mesmo havendo o arrependimento momentâneo, nos daria boas histórias depois.

É tanta preocupação por nada, tanto stress montado que um dia você é capaz de sorrir e no seguinte, virar as costas para uma mesma pessoa. Pelamor, mais amor ao próximo!! Mais amor a si mesmo!!

Eu não sei se essa caretice vem com a idade 20 e poucos anos, grande coisa, ou com a vida que nada vivi ainda. Mas ligar o foda-se me parece tão fácil que eu aconselho a todos os presentes.

Foda-se o preconceito, foda-se a opinião alheia e pelamor façam o que der na telha!!
A vida é curta demais para perdemos tempo com a vida do outro.

(...) Vamos prolongar o texto e falar um pouco mais sobre: Mim! Isso mesmo.

Ultimamente andei preocupando-me menos sobre o que pensariam de mim e voltei a pergunta para minha musa interior mim mesma. Não fiquei tão contente com a resposta, aliás, fiquei arrasada. Me senti uma falsa, fake mesmo.
Me vi escondida numa fantasia ridícula de Mulher Maravilha, com uma garotinha fraca e medrosa presa e perdida lá dentro. Daquelas que não assistem filme de terror no escuro. E olha que eu combati esse meu medo como se fosse a coisa mais escalafobética do universo e me vanglorio muito por isto!! Talvez tenha sido a arma que encontrei para (?) conseguir driblar algumas coisas.
Mas, literalmente falando, não conseguia descer em pé de um simples escorrega em Sana. Nunca cai de cabeça em nada, positivo ou negativamente falando. Nunca me doei por inteira e se fiz, arrependi-me depois por ter deixado escapar ou faltar algo.

Preferia sempre pagar de foda, dando os foras mais bem montados e ignorando tudo e todos que nada me acrescentariam. Mas como saber se teria a acrescentar se não lhes permitia tentar?

Hoje, não diferente de ontem, procuro melhorar, progredir. Não pretendo reencarnar mais muitas vezes aqui na Terra, fala sério! Mas procuro engolir sapos, respirar umas 28 vezes e ser simpática, aliás, ser o lado bacana da Lorena que muita gente curti/curtiu/curtirá e eu não me importo mais com isso, me importo em como estou me sentindo comigo mesma.

Digo que minha barriga tá crescendo, meu bumbum tá flácido e por mais que eu trabalhe em uma academia, nada faço para mudar, então deixa eu me aceitar e olhar pro espelho, ou tirar umas fotos pensando "Caraca, estou linda!", mesmo que eu não esteja. Qual o problema?
Agora vejo um reflexo no espelho muito além de rosto, peito, barriga e bunda. Eu vejo que finalmente a fantasia de Mulher Maravilha tá me cabendo bem e quem sabe eu nem precise mais usá-la. Não por não ser a maravilha de mulher que eu quero atingir um dia, mas por não precisar mais fingir quem eu não sou e enfim me aceitar do jeito que sou e, principalmente, como pretendo ser.

Assim, do nada, despeço-me.

Beijocas, Lô.


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