Despedidas servem para diversas coisas. Congelam um momento, passam impercebíveis ou celam algo novo e bom a se comemorar.
Nos fazem limpar armários, arquivos e almas. Nos tornam leves em espírito ou sobrecarregando-nos de saudade.
Não é meu caso agora.
Me despedi poucas vezes nessa encarnação. Seja de um desencarnado ou não. E não me pareceu tão fácil, porém maduro.
A despedida atual me tira um fardo enorme dos ombros, quiçá da vida.
Alguém tão incompleto, tão indiferente. E eu presa na ideia de que seria para sempre. Ao menos fui o que melhor pude ser. Mas até na hora da despedida fui jogada ao chão como mais um papel amassado e tudo feito durante anos, esquecido.
Por que preocupar-se então? Exatamente por nada.
O melhor é saber que para todo ato, há consequência e que o mundo dá voltas.
Por bem então lembre-se de seus atos sádicos e repense o quão vítima foi de toda a história. Não será preciso eu mirabolar nenhum grande feitio para que cada um tenha o que mereça. Quem sou eu para tanto? Não desejo azar, tristeza, nem fardos. Gostaria de reconhecimento, de lamentações, de um pouco de vergonha nessa sua cara. Recolho-me a aguardar, anciosamente, para assistir de perto sua enorme e degradante consequência. Que assim seja.
Carioca, canceriana e vascaína. Em seus 22 anos de vida pouca coisa mudou. Quando nada parece dar certo, recorre à dança ou seus fones de ouvido buscando relaxar e talvez isso a tenha levado até a Educação Física onde, neste semestre, apresentará a monografia. Talvez esteja causando-lhe ansiedade múltipla, talvez seja o medo de não ter pra onde correr, porque sim, cara amiga, você está crescendo e, obrigatoriamente, amadurecendo. Suas crises repentinas de baixa auto estima a presentearam com o desejo incansável de fotografar e assim ela o faz tentando reproduzir tudo o que seus olhos enxergam por aí. Escrever em meio disso tudo é um hobby que ela não pensa em abandonar, jamais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário