19 novembro 2012

Controverso

Somos cria de uma sociedade que quer agradar. Nascemos para isso. Para agradar a um casal que não se sente "família", que precisa desse detalhe para tornar-lhes completos. Aí, enquanto bebês, vivemos a mercê dos tios e tias babões que suplicam por repetidas gracinhas que não vemos graça alguma em fazer.

Você mal sai das fraldas e dá de cara no muro da "Sociedade e seus Seletos Grupos" e logo na infância se depara com uns conjuntos estranhos e precisa adaptar-se a algum, caso contrário sofre seus maléficos fardos, muito conhecido atualmente como "Bullying". Como se não pudesse ficar pior, você entra na adolescência e agora os culpados são os hormônios: A sociedade nada tem a ver com isso. E aí os problemas parecem brotar com uma facilidade intrigante. Tudo dobra, multiplica.
Ao sair do Ensino Médio, encara uma nova realidade que muitos são obrigados a encará-la de um ano a outro, com naturalidade e se vê na triste verdade que a responsabilidade (obviamente presa ao fato de agradar a maioria que a apoia) traz consigo.
É tanto mísero detalhe, tanta sujeirinha jogada para debaixo do tapete, que você não percebe que viveu anos, décadas em prol de talvez algo que nem acredite. Acarreta então ao cansaço, a fadiga de cada dia.
Então se vê velho demais, apesar da pouca idade, para preocupar-se com o que irão dizer sobre você e acredita fielmente na façanha que é o livre arbítrio de ser quem você quer ser, independente dos falsos pré-conceitos impostos por um outro indivíduo. 
Nunca é tarde para entender o que se é necessário para viver melhor, consigo mesmo.

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