Eu queria muito dizer que já deu, passou. Queria te olhar e sentir uma indiferença brotar assim, inesperadamente. Na mesma rapidez que o frio na barriga passou a me atormentar quando nos encontramos. Esse talvez seja o relacionamento mais embaraçoso que vivi (não desmerecendo nenhum outro, tampouco este atual), porém hoje me deparo com duas personalidades muito complicadas de se lidar: a minha X a sua.
Já usei mil e uma táticas e tenho cá pra mim que nenhuma deu certo. Acho que se eu agora quisesse realmente não te ver nunca mais, não saberia como te falar isso. Exatamente por já ter usado todas as opções nesses poucos meses.
Eu acredito muito na teoria de que "começamos errados, não daríamos certo", mas temos caminhado tão bem, meu bem. Então por quê desacreditar no bem que nos têm feito?
E dessa vez a minha tpm nem está estressando tanto ao ponto de provocar todo esse colapso nervoso - ao menos acho isso. Talvez seja essa a sua vez de explodir. Estou aqui, disposta a catar seus cacos quando a explosão acontecer e não sei se você faz tamanha questão, como eu, de me ter para lhe ajudar.
Falta-me coragem para fazer exatamente essa pergunta a você. E a mim mesma.
Carioca, canceriana e vascaína. Em seus 22 anos de vida pouca coisa mudou. Quando nada parece dar certo, recorre à dança ou seus fones de ouvido buscando relaxar e talvez isso a tenha levado até a Educação Física onde, neste semestre, apresentará a monografia. Talvez esteja causando-lhe ansiedade múltipla, talvez seja o medo de não ter pra onde correr, porque sim, cara amiga, você está crescendo e, obrigatoriamente, amadurecendo. Suas crises repentinas de baixa auto estima a presentearam com o desejo incansável de fotografar e assim ela o faz tentando reproduzir tudo o que seus olhos enxergam por aí. Escrever em meio disso tudo é um hobby que ela não pensa em abandonar, jamais.
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