07 junho 2013

Prazer, melhorei.

"Feliz ou não, a lei da vida é seguir em frente com a cabeça erguida e superar tudo que está por vir."

Hoje foi um dia daqueles... - pequeno dejavú ao reescrever essa frase, em virtude de eu já ter tentado escrever algo hoje aqui, no meu poço de desabafos. Para ser mais objetiva, foi assim que tentei começar:

"Hoje é um dia daqueles. Tudo conspirando contra. Tenho um artigo para entregar amanhã às 7h e não consigo desenvolver uma estrofe, que dirá finalizá-lo..."

Eu precisava de um abraço, precisava de um colo. Agora eu só preciso erguer a cabeça e criar focos, metas. Criei uma hoje: Terminar esse artigo. E vou terminar. Aliás, eu vou entregar amanhã ciente de que dei o meu melhor e que conseguirei passar nessa matéria muito bem, obrigada.
Tenho que parar de me esconder por trás dos meus medos. Do medo de não ser uma profissional boa o suficiente, uma filha boa o suficiente, uma mulher boa o suficiente. Eu desisto antes de dar o meu melhor. E se os erros servirem para alguma coisa, que seja para aprender a fazer o certo. 
Já caí nesse mesmo buraco uma outra vez e fiquei por lá durante uns anos. Um dia, independente de pai, mãe, amigos ou psiquiatras, eu resolvi sair de lá tendo a certeza de que não voltaria. Aí tropecei, cambaleei, mas vivi bons anos sem passar perto desse buraco. Eis que o encontro novamente e, olhem só, quase deixei ser derrubada.
E hoje, por mais que tudo me pareça conspirar contra, eu vou seguir adiante, tomando consciência de que sou uma pessoa incrível, inteligente e que não só serei uma profissional boa o bastante, como também uma filha e mulher ao nível, buscando SEMPRE a melhora.
Não posso garantir que não irei ter outros tropeços e que não cambalearei mais algumas vezes. Contudo não posso me permitir cometer os mesmos erros - seria como reprovar uma mesma disciplina duas vezes!!

Sou um tipo comum de garota insegura que joga tudo em cima de algo, ou alguém, que lhe faz bem e esquece de enxergar algo bom o suficiente dentro de si. E convenhamos, esse "tipinho" que resolvi seguir já tá batido. Quem quer ao seu lado alguém assim? Tão baixo-estima e que se enxerga como "coitado" a cada probleminha? 
Dalai Lama disse "Seja a mudança que você quer ver no mundo" e o que eu tô fazendo que ainda não segui esse belíssimo conselho?

Tem pessoas com problemas tão maiores que os meus. Eu peco um pouco por, além de criar bobeiras a me preocupar, somar aos meus, os problemas de outros. Eu tomo muito as dores alheias, o sofrimento de outrem. Talvez por sempre entregar-me demais, preservar muito o gostar. Sinto-me incapaz por não poder ajudá-los. Porém é aí mesmo que devo buscar forças para passar esta energia positiva a quem precisa, ao final, farei bem inclusive a mim.

Aí a gente cria um ciclo de bondade viciosa que faz um bem danado. Começando por: ficar bem consigo mesma. Consequentemente atrairei pessoas positivas ao meu redor, tornando e formando um ciclo de amizade bacana, divertido. Em casa terei um reflexo do meu interior > então tudo ficará bem também. Aí é tiro e queda para buscarmos melhorias profissionais quando o pessoal tá de vento em popa. Faculdade, trabalho, serão meros resultados de uma busca por aquilo que você busca, "que quer ser quando crescer".

Eu tô disposta a melhorar. Quero muito parar com essa história de "ahh, minha insegurança atrapalha", "ahh tô gorda demais/tô magra demais". Quero substituir por frases de "ahh, hoje eu acordei de bem com a vida", "ahh, estou acima do peso, mas vou me dedicar a emagrecer/estou abaixo do peso, mas vou me dedicar a engordar saudavelmente".

Independente dos parâmetros de beleza impostos por essa sociedade que tanto bato de frente pelo machismo e diversos outros preconceitos, eu sou uma jovem mulher de 20 anos, com saúde, oportunidade que poucas pessoas neste país tem, com pais maravilhosos e presentes, possuindo uma relação com sua irmã de amizade e companheirismo que pouco se vê por aí, com amigos (não arredondarei dizendo que são sinceros, pois se são amigos, consequentemente se fazem sinceros) que não desistem de mim e que acreditam em meu potencial e, principalmente, com um conhecimento bom o suficiente para saber que ainda tenho muito o que aprender.
Sou linda, inteligente, atraente, com uma personalidade única, possuindo inúmeras qualidade (e defeitos, claro) e nem por isso deixo-me subir à cabeça. Tenho que parar com o medo de achar que se auto-elogiar é se colocar acima do próximo. 
Isso tudo é uma forma de terapia pra mim e como psicólogo e psiquiatra são caros demais para o meu salário de estagiária, rendo-me ao meu amigo blogspot sempre que se fizer necessário.

Deixarei algumas boas imagens minhas, não me permitindo esquecer que tive momentos muito felizes nestes quase 21 anos de história, enquanto finalizo o primeiro e inesquecível artigo que entregarei dentro das próximas sete horas.


"Não se nasce mulher: torna-se."





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