
Não seria tão mais fácil se, quando percebêssemos que algo não nos faz mais bem, a gente simplesmente o largasse de mão? Assim, sem pensar se seríamos pior sem tal coisa? Afinal, quem é que gosta de alimentar algo ruim, quem é que gosta de machucar ainda mais aquela ferida aberta? Eu não! Mas a arte de querer o impossível, de gostar do errado geralmente reina em grande parte dos seres. Não é?
Torna-se mais complicado ainda, quando ambos estão passando por um mesmo problema. Não há culpados, não há vítimas. Há seres humanos buscando a tão sonhada e complicada felicidade, apenas isso. Existem milhares de caminhos, uns com atalhos, outros que dão voltas e mais voltas. Mas para seguirmos um destes caminhos, não é preciso bússola nem mapas. Basta termos a vontade! Basta nos entregarmos por completo mesmo que um dia já tenhamos entrado por esta "floresta" obscura e termos caído em diversos buracos, com chances de nunca termos saído dele, mas é assim. Não adianta ter medo de passar pelas mesmas coisas, adianta aprender com essas antigas tentativas para se lançar de novo, em algo completamente novo. Sim, cada experiência, por mais difícil que seja assim como a última foi, é nova! Sendo ou não com a mesma pessoa. Os tempos são outros, os pensamentos, as angústias, os medos, as vontades. Não adianta criarmos um padrão, um tipo certo. Muitas vezes, mesmo sem a intenção, criamos esses padrões e queremos que todos se encaixem neles e nos aceitem como somos, quem nos tornamos e sim, "foda-se o resto, já estou fazendo a minha parte!".. Não existe o modelo, o correto, nem o errado. Como então se permitir admirar aquilo que não nos agrada, aquele jeito que não nos convém? Só mesmo quem quer algo novo que saberá nos responder...
É errado também, esperar do outro aquilo que talvez nem você faria. Cobrar do outro aquilo que você não quer ser cobrado. Contudo não há limites para se entregar, sem esperar nenhuma troca. Todos precisamos de auxílio, de um ombro amigo acompanhado de um par de ouvidos afinados para nos ouvir desabafar, um colo para se pôr a cabeça e chorar, chorar... É aguentar as diferenças alheias, sabendo que você também as tem. É estar disposto a ajudar quando na verdade quem precisa de ajuda é você, e saber não pedir! Porque quem lhe acompanha, saberá o momento certo que você precisará.
Não espere nada de ninguém, faça-o por você! Não viva em função dos outros, não acumule problemas, diálogos, resolva tudo agora. Se ontem não deu certo, pode ser que hoje dê e não tenha medo. Mergulhe! Talvez possa ser a última vez que esse mar esteja apto a te receber de braços abertos, talvez essa seja a última tarde ensolarada, talvez seja a sua última chance! E quem é que quer perder a última chance?
Saiba o tempo certo de parar, mas saiba principalmente o tempo certo de recomeçar. Ao final de um término, há sempre um novo ínicio lhe aguardando, mas sim, basta apenas você realmente querer!
Fonte: Meu Cérebro de minhoca, muito imaturo, com sentimentos/desejos de uma menina de 14, 15 anos. :*
Carioca, canceriana e vascaína. Em seus 22 anos de vida pouca coisa mudou. Quando nada parece dar certo, recorre à dança ou seus fones de ouvido buscando relaxar e talvez isso a tenha levado até a Educação Física onde, neste semestre, apresentará a monografia. Talvez esteja causando-lhe ansiedade múltipla, talvez seja o medo de não ter pra onde correr, porque sim, cara amiga, você está crescendo e, obrigatoriamente, amadurecendo. Suas crises repentinas de baixa auto estima a presentearam com o desejo incansável de fotografar e assim ela o faz tentando reproduzir tudo o que seus olhos enxergam por aí. Escrever em meio disso tudo é um hobby que ela não pensa em abandonar, jamais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário