Eu sei que você não vai querer me ouvir, me ver e fará o possível para esquecer esses últimos 14 meses em que construímos nossa história. Eu sei também que nada que fizermos apagará o que ficou marcado. A gente vai deitar a cabeça no travesseiro afim de fingir que "tá tudo bem, vai passar", mas não vai. Um buraco vai se abrir e a cada dia a ferida vai doer, porque sabemos que o nosso amor é maior que tudo! (...) Eu não sabia disso até ser obrigada a deixar você ir. Eu tinha muitas dúvidas, minha insegurança provocou muitas delas e precisei que você desenhasse algumas vezes para que eu pudesse entender que tudo o que eu sinto é devolvido na mesma intensidade, por você.
Nossa história começou de uma maneira bem conturbada, mas aos poucos fomos nos ajeitando. Tivemos altos e baixos, muitos sorrisos e outras lágrimas, porém sempre estivemos afim de tentar de novo. Em meio a tantas diferenças, concordamos em criar planos comuns que nos unisse ainda mais, depois de tanta coisa que vivemos.
Justificar o meu erro por conta do que eu considero erro seu não fará de mim mais vítima do que ninguém. Aliás, é uma situação em que não há culpados, há duas pessoas buscando um mesmo propósito. No meio do caminho a gente tropeça e se machuca, algumas vezes sofremos arranhões, outras quase perdemos uma perna e em muitas dessas vezes eu aprendi com você que é preciso levantar a cabeça e continuar a caminhar mesmo com dor.
Já pensei em diferentes maneiras de fazer você me ouvir, mas cá estou eu novamente escrevendo. Talvez essa seja a única forma a qual eu consiga de fato me expressar, não tão bem quanto eu esperava, mas de uma forma cautelosa e (ainda) sincera.
Fecho meus olhos e lembro de você me abraçando há algumas horas atrás, dizendo que me ama e que esse amor superará tudo. Lembro-me de te dizer que lhe dou a minha palavra e que quando te vi na lanchonete quinta-feira, veio tudo à tona. Lembro-me de nós dois indo dormir felizes em saber que acordaríamos juntos todos os dias, de jogarmos buraco antes de deitar e de você encher minhas costas de carinho sem eu nem pedir. Lembro de fazer um vídeo desesperado e sem o mínimo de preparo, assumindo o quanto eu já me encontrava perdidamente apaixonada por você, lembro-me de ajoelhar na praça escura e vazia, quase às 22h daquele dia 15 perdido de agosto e pedir que você namorasse comigo, tal como pedi na noite passada, que namorasse de novo e de novo, de novo, de novo (...) comigo. Não tem como esquecer seu rosto feliz na Páscoa do ano passado por ganhar o seu único chocolate, da sua carinha de bobo ao assoprar as velinhas no último 30 de outubro, de cair no sofá abraçada contigo chorando quando decidimos não morar mais juntos (por enquanto), de virar o ano beijando o homem da minha vida, ouvir que sou a mulher da sua e que você quer me fazer a mais feliz do mundo. Por que acabar com tudo isso? Por que deixar que a ira faça eu te agredir após ouvir por duas ou três vezes você me chamando de "piranha"? Por que não tentarmos de novo? Eu daria a minha vida por nós, assim como você disse fazer o mesmo...
Lembrar de tudo isso me faz parar o texto por alguns minutos e chorar incontrolavelmente...
Vou usar uma frase que você mesmo me disse ontem "não vou conseguir desistir de você enquanto você disser que me ama". Você sabe disso... Eu te amo! :'(
Carioca, canceriana e vascaína. Em seus 22 anos de vida pouca coisa mudou. Quando nada parece dar certo, recorre à dança ou seus fones de ouvido buscando relaxar e talvez isso a tenha levado até a Educação Física onde, neste semestre, apresentará a monografia. Talvez esteja causando-lhe ansiedade múltipla, talvez seja o medo de não ter pra onde correr, porque sim, cara amiga, você está crescendo e, obrigatoriamente, amadurecendo. Suas crises repentinas de baixa auto estima a presentearam com o desejo incansável de fotografar e assim ela o faz tentando reproduzir tudo o que seus olhos enxergam por aí. Escrever em meio disso tudo é um hobby que ela não pensa em abandonar, jamais.
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