Ser fã é não importar-se qual a opinião de terceiros diante de seu próprio gostar. É admirar algo ou alguém fora de nosso alcance. É ir de encontro com o que tem a ser descoberto. É amar a ponto de não deixar que seu amor desaparecer junto ao seu fim, deixar se esvair.
Assim como o real significado do nome que a banda leva, o grupo pelo qual sou devota e, se assim posso dizer, fã, esvaiu-se, desapareceu. E o amor que por um instante apenas tomou conta de todo o meu ser a alguns poucos, ou muitos para outros, atrás, não sumiu e sim continua forte o suficiente para não se deixar calar.
A banda, nativa de Little Rock, Arkansas, quando tinha eu, apenas dois anos de idade, não merecia o breu que hoje a cobre. Amy e Ben conheceram-se ainda adolescentes em um acampamento da Igreja e já entendiam muito bem de boa música. Aliás, acho mais correto dizer que o queria Ben Moody é quem tinha bons ouvidos. Apesar de distante, ouviu da quadra, uma voz doce e ao mesmo tempo esplêndida, tomar conta do ambiente.
Arrepio-me de pensar a cena. Daria o que eu pudesse dar para viver aquele momento. Daria tudo para que o Evanescence de verdade voltasse à tona.
Sem muito enrolar, logo Ben conseguiu que Amy concordasse de, juntos, formarem uma banda. Anos e mais anos o Evanescence chegou ao ponto em que devia, mas e hoje? Qual resposta fica a nós, fãs e admiradores?... Que resposta...
Diante do silêncio que foi deixado a nós, fica aqui a saudade, a espera inconstante de algo novo. Enquanto isso, ouvimos "My Immortal", "Going Under", "Imaginary", "Breathe no More" entre outros sucessos esquecidos por uns e completamente vivos a outros.
Não quero, nem vou deixar de admirá-los, não ligo pelo que pensem.
Para mim não irá esvair, nem desaparecer a essência de meu grande ídolo.


Carioca, canceriana e vascaína. Em seus 22 anos de vida pouca coisa mudou. Quando nada parece dar certo, recorre à dança ou seus fones de ouvido buscando relaxar e talvez isso a tenha levado até a Educação Física onde, neste semestre, apresentará a monografia. Talvez esteja causando-lhe ansiedade múltipla, talvez seja o medo de não ter pra onde correr, porque sim, cara amiga, você está crescendo e, obrigatoriamente, amadurecendo. Suas crises repentinas de baixa auto estima a presentearam com o desejo incansável de fotografar e assim ela o faz tentando reproduzir tudo o que seus olhos enxergam por aí. Escrever em meio disso tudo é um hobby que ela não pensa em abandonar, jamais.
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