
Quando se está na puberdade, queremos fugir. Quando estamos em declínio, queremos reter. A inocência não nos torna tolos, nem tampouco aptos a sofrer por erros alheios que comprometam nossa felicidade.
Pode-se nascer esperto, ágil e nunca ter aquela inocência adquirida na infância e remexida durante toda uma vida. Porém, há quem nunca deixe seu lado inocente de lado e torne-se coerente por não abandonar tal feição.
Admiro os inocentes, admiro todo o cuidado que se tem com a pequena malandragem de atos, até então com seus duplos sentidos, que não afetam, de maneira nenhuma, a mente tranquila dos inocentes. Apesar disso, eles não vivem menos tristes que os sabichões entendidos do contrário da inocência, aliás, qual seria seu contrário? Algo tenebroso o suficiente para não haver uma palavra simplificada denominando-o? No fundo, no fundo, cada um tem um pouco dentro de si, mas só exala quando bem entende. Não pense você, que por mais malandro e independente que sejamos, não haja aquele "quê" de inocência. Se caso não tiver, provoque-a. Não há nada mais estimulante e carinhoso do que um sorriso inocente.
Carioca, canceriana e vascaína. Em seus 22 anos de vida pouca coisa mudou. Quando nada parece dar certo, recorre à dança ou seus fones de ouvido buscando relaxar e talvez isso a tenha levado até a Educação Física onde, neste semestre, apresentará a monografia. Talvez esteja causando-lhe ansiedade múltipla, talvez seja o medo de não ter pra onde correr, porque sim, cara amiga, você está crescendo e, obrigatoriamente, amadurecendo. Suas crises repentinas de baixa auto estima a presentearam com o desejo incansável de fotografar e assim ela o faz tentando reproduzir tudo o que seus olhos enxergam por aí. Escrever em meio disso tudo é um hobby que ela não pensa em abandonar, jamais.
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