27 junho 2010

é né, rs.

Não sou de correr atrás daquilo que realmente quero. Não que eu fique parada esperando as coisas caírem do céu. Simplesmente desisto! Aliás, "desistia". Achava menos trabalhoso, doloroso. Mais prático, sabe? Até sofria. Sofria bastante! Calada ou não. Sofro ainda, mas não ia atrás. Não ia!
Mas muito antes de tudo isso, muito mesmo, eu ia atrás. Procurava, me ridicularizava até. Tudo por agir seguindo meu coração, ao invés de usar a bendita razão. Não estava nem aí para o que iam pensar, falar. Eu buscava o que eu queria, quem eu queria e não olhava para os lados. Apenas isso, unicamente isso! Deixei de respirar para dar meu oxigênio a esse objetivo. Meu oxigênio foi recusado.
Resolvi então mudar de tática, desisti. Foi a primeira de muitas vezes. Obtive respostas um tanto quanto positivas, houve quem viesse até mim, me procurasse, agisse com seu coração e me fizesse sentir importante. Contudo, mesmo que eu tentasse, não conseguia mais ser como eu havia sido antes, por incansáveis vezes. Aquilo me doía de uma tal maneira que eu passava a forças as coisas. Outra coisa que aprendi; 'forçar as coisas'. Passei a agir sem razão, sem emoção, fazendo tudo o contrário para ver se assim, tudo daria enfim certo. Não deu! Eu sempre voltei no mesmo ponto, parecendo um círculo, uma roda.
Pois então. Fazem uns dois meses e quatorze dias que eu venho botando em prática, mais uma vez, essa nova tática de 'forçação', acompanhada do famoso e velho 'não corro atrás'. Porém, estou ficando irritadíssima, em cólicas praticamente, criando indecisões. E eu mal sei em que consiste a minha dúvida! Como então, saber que decisão tomar, que caminho seguir?
Pela primeira vez em tanto tempo eu finalmente quero algo novo, diferente. Não completamente, para não fugir dos velhos padrões. Algumas coisas até me remetem à velhas lembranças, boas, mas que me fazem um bem tão imenso que não tem como eu me desprender. E eu não quero me desprender, não quero desistir! Não quero 'não ir atrás', nem muito menos sentar para esperar o que está por vir. Porém acho que não posso continuar. 'Acho', porque o que menos tenho são 'certezas'. Não tenho como, nem forças para ir adiante. Me faltariam argumentos (...) Me faltaria tanta coisa! Coisas essas deixadas lá atrás, junto com o meu velho e saboroso romantismo, que eu jurava me acompanhar até então.
Um coisa tão pequena e, ainda, tão remota, vem me fazendo pensar duas vezes nas coisas. De novo! Não posso viver assim para sempre, eu sei. Mas talvez seja a melhor opção. Se ao menos houvesse uma outra opção (...)

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